sábado, 25 de maio de 2013

The "Speedo Guy" e algumas reflexões entre o esporte americano e brasileiro.

Caros amigos leitores!

Muito boa noite!

O post de hoje envolve inúmeras discussões entre Brasil e Estados Unidos, em torno de um vídeo extremamente engraçado.

Vejam abaixo:



Para quem não se familiarizou, trata-se de uma partida do basquete universitário americano entre a Duke University e a North Carolina University, basicamente uma das maiores rivalidades daquele país no âmbito universitário.

A partir dessa partida podemos suscitar, refletir e até imaginar diferenças entre o modo de se comportar dos torcedores até o modo com que os operativos de segurança agiriam diante do famoso "Speedo Guy".

Primeira distinção. EUA: Ginásio (Cameron Indoor Stadium) totalmente lotado em um jogo universitário, obviamente não profissional, mas tratado como tal. Como se pode ver pelas fotos, sua estrutura e equipamentos são modernos e de ótima qualidade.   
                             BRA: Ginásio para universitários? Certamente existem como se pode constatar através das últimas duas fotos abaixo destacadas. Mas será mesmo que poderíamos chamá-los de ginásios ou seriam em sua maioria simples quadras sem sequer arquibancadas? Pois, se alguém conhece algum ginásio de semelhante qualidade do Cameron Stadium da Duke University aqui no Brasil, por favor, deixe seu comentário e indique onde ele fica. Ah! Para ajudar nesse 'desafio' vocês poderão incluir também  ginásios onde as equipes profissionais do NBB atuam.






Segunda distinção. EUA: Os jogadores, todos, sem exceção, recebem bolsas de mérito esportivo em paralelo à busca pelo sucesso acadêmico.As universidades nos Estados Unidos, sejam elas públicas ou privadas, são pagas. O esporte universitário na terra do tio sam gera apenas 777 milhões de dólares em venda de direitos de transmissão. Os 'bowls' (partidas finais de conferência) movimentam cidades inteiras, elevando o nível de emprego e renda da população.
                          BRA: No Brasil o desporto universitário quase não existe em razão da política de educação e esporte levada a cabo pelo Governo Federal ao longo do último século. Algumas universidades públicas abrem a possibilidade da prática de esportes para seus acadêmicos, vide USP e USFC.  Por sua vez, infelizmente, podemos contar nos dedos as universidades particulares que também o fazem. A única que tenho conhecimento é a Ulbra de Canoas-RS que ao que consta parece fazer um belo trabalho. No entanto, ambas sequer chegam perto da seriedade e tratamento profissional que é direcionado aos estudantes americanos. Estes, além de viverem o sonho de se tornarem grandes nomes do esporte em uma das quatro grandes ligas (NBA, NFL, MLB e MLS),  podem também alimentar a certeza de que caso não sejam bem sucedidos esportivamente, certamente estão garantidos em empregos de qualidade no mercado profissional. No Brasil, como sabemos, só existe a certeza de que o esporte dentro da universidade é para descontrair, ou seja, não há futuro dentro do esporte profissional.

Terceira distinção. EUA: Os torcedores se comportam de maneira efusiva, alegre e majoritariamente civilizada (pouquíssimos são os registros de violência). Por lá o esporte é entendido como uma atividade prazerosa, de lazer, sobretudo familiar. Os dirigentes tratam os torcedores como consumidores e oferecem o que de melhor há no mercado do entretenimento, sem deixar a emoção, o sentimento de paixão e o 'tesão' pela equipe/esporte acabar. Não há por lá, como muitos pensam, uma ditadura elitizante do público que transforma os eventos esportivos em 'salas de teatro'. Só para demonstrar o quão evoluídos eles estão, nos estádios americanos os torcedores de times adversários assistem as partidas próximos uns dos outros (no mesmo setor) e as bebidas alcoólicas são liberadas! Nesse particular, caso alguém se exceda na dose ingerida, rapidamente é detido e levado para fora do estádio sem causar transtornos para os espectadores próximos, como inclusive já visto nesse espaço.
                          BRA: Os torcedores também são em sua maioria alegres e gostam de protagonizar festas nas arquibancadas. No entanto, em razão da educação do povo brasileiro ser notoriamente precária e por nossa população não ter o costume de respeitar o próximo, ou seja, por não apresentar condições suficientes de convívio das diferenças (sobretudo as preferências clubísticas ou sejam elas quais forem), infelizmente acabamos por estarmos acostumados a assistir cenas pouco civilizadas, em suma, de violência. Aqui, o esporte, sobretudo o futebol, é visto como uma 'terra sem leis', de forma que paz entre as torcidas organizadas acaba por parecer uma utopia. Não existem tentativas concretas para a mudança desse cenário por parte dos dirigentes esportivos e também pelo Poder Público, que erroneamente entende que a diminuição da violência passa pela promulgação de leis mais rígidas (leia-se, reformulação do Estatuto do Torcedor e consequente populismo penal). Não custa lembrar que aqui existe torcida única, proibição de bebidas alcoólicas, cambistas, flanelinhas, dirigentes investigados por corrupção, etc.

Quarta e última distinção que motivou a escrita do presente post.
                                 EUA: As comemorações inusitadas não são repreendidas pelos efetivos de segurança, salvo invasões de campo e quando torcedores ficam nus, por vezes, até como forma de protesto.
                           BRA. O que os policiais militares fariam caso se deparassem com o "Speedo Guy"? Confesso que pela pouca experiência que adquiri realizando pesquisas de campo em estádios e ginásios, certamente ele seria preso e também agredido. Uma cena como essa, para lá de engraçada, animadora e extremamente desestabilizante (tanto é que o atleta perdeu os dois lances livres) à equipe adversária, seria vista como desrespeitosa aos olhos da nossa "pura e correta" sociedade. Não me surpreenderia se ele fosse levado à delegacia acusado de praticar 'atentado ao pudor' (sic). 

Portanto, nobres leitores, vê-se o quanto podemos aprender não apenas do modo de torcedor do americano, mas principalmente, o modo como eles gerenciam o desporto universitário e também profissional. Ao contrário do que se vive aqui, não alimentamos o sentimento de pertencer eternamente à Universidade na qual nos formamos. 



O ideal de olimpismo (leia-se, viver e jogar em grupo, como nação, como uma equipe de amigos/patriotas) criado pelo Barão de Coubertin, venta longe dos ares canarinhos, haja vista que não possuímos uma política semelhante a dos Estados Unidos em âmbito educacional.

Preferimos utilizar nossos jovens no período extra-classe para o trabalho braçal (mentalidade eminentemente operária), ao invés de oportunizarmos a eles, saúde e educação, enfim, valiosos valores de convivência e respeito ao próximo que hoje muito nos faltam, através, quiçá do mais importante fator de integração da coletividade, o tão esquecido, mas para sempre insubstituível ESPORTE!

Você que concorda com o entendimento aqui esposado, amplie a discussão. O país necessita com urgência de incentivos para a prática esportiva desde o ensino fundamental.

Abraços e fiquem com Deus!

FELIPE TOBAR

sexta-feira, 24 de maio de 2013

TOPPAZ é excluída da reunião de torcidas em Piracicaba (SP)



* 60% dos brasileiros de bom-senso são contra torcidas organizadas e fogem dos estádios devido à violência protagonizadas por parte desses grupos *

            Em respeitosa resposta aos torcedores de organizadas que indagaram se a TOPPAZ (Torcida Organizada pela Paz) participaria da reunião realizada por Torcidas Organizadas, em Piracicaba (SP), no sábado, dia 25/05, respondemos – assim como já o fizemos por jornais impressos – que NÃO PARTICIPAREMOS, pois não fomos convidados pelos organizadores. Soubemos do evento por meio de alguns membros de torcidas e de pessoas do povo, inclusive piracicabanos que pediam a nossa presença para falar de PAZ.

            Aproveitamos a ocasião para apresentar ao (à) prezado(a) leitor(a) as três linhas básicas de nosso programa pela PAZ entre as torcidas organizadas:

            a) Reforçar nos seres humanos torcedores, por meio de textos, palestras, etc., a certeza de que somos todos iguais em nossa natureza humana de filhos de Deus e de irmãos em Jesus Cristo chamados à vida divina pelo Batismo.
            b) Entender que devemos viver respeitando a todos, no dia a dia (estudo, trabalho, lazer, etc.), não importa quem seja ele, independentemente do time ou da torcida, salvaguardando sempre o direito à legítima defesa, se injustamente atacado.
             c) Louvar e incentivar as torcidas que, por meio de seus dirigentes nacionais ou regionais tudo fazem para – por meio de contatos sinceros – evitar os confrontos em dias de jogos, seja durante o percurso de ida ou de volta, seja durante a partida futebolística.

            Este programa está detalhado em nosso livro “O protagonismo das torcidas organizadas na promoção da paz”, de 110 páginas, cuja primeira tiragem já está quase esgotada. Fundamentado na experiência de renomados pesquisadores e de torcedores, o livro demonstra que os itens acima, aplicados ao cotidiano das Torcidas Organizadas, são os únicos meios capazes de amenizar sensivelmente as confusões violentas com ataques surpresas aos rivais, agressões e mortes nesses meios.

           A TOPPAZ deseja a verdadeira PAZ com métodos sérios, documentados e que possam ser fiscalizados pelas autoridades constituídas e pelo povo em geral, pois sem isso nunca haverá progresso entre as torcidas organizadas que têm contra si 60% da população brasileira de bom-senso. Esta vê na ação de boa parte desses grupos, senão incentivo, vista grossa para a violência e para os violentos (cf. Lance! 18/08/10, p. 26-29).

            Afinal, quantas organizadas já expulsaram com vigor maus membros? Quantas entregaram seus vândalos às autoridades constituídas? Quantas fizeram seus maus membros devolverem ou pagarem materiais furtados ou roubados de rivais? Quantas já indenizaram as famílias de torcedores assassinados por seus membros?

            Essas são algumas – apenas algumas – das perguntas que a TOPPAZ, em nome do bom povo brasileiro, faz às organizadas sérias que, evidentemente, concordam conosco, mas as que não são sérias, infelizmente, se levantam contra nós com a estupidez que lhes é própria.

            Por fim, agradecemos a sua atenção, prezado(a) leitor(a), e deixamos aberto nosso canal de contatos às pessoas realmente interessadas na verdadeira PAZ em todo território nacional: toppaz1@gmail.com.

Por: Vanderlei de Lima

quinta-feira, 16 de maio de 2013

NO CLÁSSICO CRB x CSA, A TOPPAZ PEDE PAZ


NO CLÁSSICO CRB x CSA, A TOPPAZ PEDE PAZ



            A Toppaz (Torcida Organizada Pela PAZ) é um projeto que deseja ajudar as partidas de futebol a serem realmente vistas como eventos esportivos, uma vez que a rivalidade desmedida é absurda, pois um jogo, salvo interrupção da partida por força maior, só pode terminar de dois modos: com a vitória de um time e a consequente derrota do outro ou com empate, se ambos tiverem o mesmo rendimento em campo.       Quem percebe isso, entende realmente de esportes, pois como já escrevia o filósofo Demerval Saviani, da UNICAMP, no prefácio do livro de Heloísa Reis intitulado Futebol e violência, 2006, p. XVI: “Tem ‘espírito esportivo’ quem sabe ganhar e perder com classe, com elegância”.

            A Toppaz acredita que um dos grandes meios na contenção da violência está no trabalho que as Torcidas Organizadas fazem com seus associados. Daí a fundamental importância da difusão da PAZ e da completa negação a episódios de violências, pois, via de regra, os torcedores seguem a ideologia adotada pela organizada, uma vez que enquanto instituição, possui força entre seus membros.  

       Em Maceió, a Toppaz tem, há algum tempo, contato com as duas maiores torcidas organizadas da cidade. Isso é muito importante, pois oferece a possibilidade de dialogar com ambas ao mesmo tempo a fim de pedir que cada uma, dentro de seu quadro de associados, trabalhe, incansavelmente, pela verdadeira PAZ. Caso pensem o contrário, poderão sofrer graves punições da parte das autoridades competentes como, por exemplo, a extinção das torcidas.
            
         Os torcedores – desde presidente, diretoria e associados em geral – precisam entender que uma torcida organizada existe apenas para torcer e apoiar o Clube (ver Estatuto do Torcedor, artigo 2º-A). Nada além disso. Tudo o mais é acréscimo. Existem, porém, acréscimos bons que devem ser mantidos e acréscimos ruins que precisam ser imediatamente combatidos, pois atrapalham a PAZ.
          
           Como acréscimos bons podemos lembrar as louváveis campanhas sociais em favor dos necessitados que, com maior ou menor frequência, praticamente todas as torcidas organizadas realizam. Em contrapartida, o que muito se vê na mídia, infelizmente, sãos os acréscimos ruins que se juntaram às torcidas na questão da violência.
           
          Algumas parecem um batalhão munido para a guerra e não para a sadia diversão. Quem vê as fotos ou filmagens dos artefatos que carregam (bombas caseiras, rojões que servem como arma, madeiras, barras de ferro, armas de fogo etc.) e o desejo de confusão expressado pelos que se denominou chamar de “linhas de frente” ou de “moleques da pista” é assustador ou até vergonhoso para um país que julga ser civilizado.

Assim, diante dessas reflexões serenas e ponderadas, mas realistas que a Toppaz faz um comovente apelo aos envolvidos neste e nos próximos clássicos em favor da PAZ


            É evidente que nenhuma pessoa de bom senso apóia essa estupidez, uma vez que o esporte é sadia diversão e não praça de guerra que leva pessoas a mortes estúpidas, ao choro de familiares e amigos e, sobretudo, ao desejo de vingança rodada após rodada. Até quando?
           
           Às Torcidas Organizadas, desde o presidente e diretoria, passando pelos responsáveis por bairros ou grupos de torcedores até os associados recém-chegados, para que lutem incansavelmente pela PAZ por meio do anúncio civilizado dos jogos (nome correto do rival, que merece respeito e não deboche insolente), letras de apoio ao clube apenas e não cânticos de ofensas aos rivais, o fim das provocações em comunidades ou grupos pela internet, buscar fazer horários diferentes na ida aos jogos e na volta deles, caso necessário solicitem reforço policial para escolta, entre outras medidas simples, mas eficazes.
       
       Sejam os responsáveis pela Torcida capazes de advertir ou mesmo de expulsar da agremiação aqueles que apenas desejam fazer dela sua gangue ampliada e com isso prejudicar a entidade e até o Time, haja vista que certas atitudes de torcedores levam o Clube a perder mando de campo, pagar elevadas multas na Justiça Desportiva.

       Aos dirigentes de Clubes e jogadores a fim de que não estimulem a estúpida rivalidade, mas, sim, o respeito pelo adversário. Os gols devem ser comemorados junto de suas torcidas e familiares.

        À imprensa é pedido que não dê espaço a notícias sensacionalistas capazes de despertar o ódio entre os rivais, mas busque trazer mensagens aptas a deixar claro que a PAZ é possível num clássico tradicional como é o do CRB x CSA. Ajude também, por meio de suas lentes, as autoridades a observarem os poucos vândalos presentes nas torcidas a fim de que focalizados pelas câmeras sejam melhores identificados e punidos.

        Às Autoridades constituídas cabe a vigilância redobrada e aplicação das punições legais estabelecidas pelo Estatuto do Torcedor, Código Penal, Leis de Contravenções Penais e Código Civil.

      À População cabe divulgar ao máximo este Manifesto pela PAZ entre seus amigos, parentes ou vizinhos e ficar atento ao que certos grupos de torcedores fazem. Se vir algo simples, mas que poderá gerar problemas denuncie aos dirigentes da Torcida. Caso estes não resolvam a situação, leve o fato às autoridades competentes que são, no caso, as Polícias Militar e Civil, o Ministério Público e a Federação Alagoana de Futebol.
            
        Se o caso for grave e que pode causar um grande mal em breve, avise diretamente a Polícia. Não é necessário se identificar pelo 190.

       Em conclusão: A Toppaz espera, com este Manifesto, contribuir para que haja PAZ nesse e em outros tantos clássicos que serão disputados. No campo, que vença o melhor e fora dele que impere, independentemente do resultado do jogo, a tranquilidade e a ordem, num espírito realmente esportivo.
            
         Isso é o que esperamos com a graça de Deus e a intercessão de Nossa Senhora, a Rainha da PAZ.

         Assinam: Vanderlei de Lima e Felipe Bertasso Tobar.
         E-mail: toppaz1@gmail.com

            DISTRIBUA AO MÁXIMO ESTE TEXTO ENTRE SEUS CONTATOS!

                (Na confecção deste Manifesto, muito nos valemos das teses expostas nos livros: Futebol e violência, de Heloisa Reis. Campinas: Armazém do Ipê/Autores Associados, 2006; F. Tobar; H. Cappatti e V. de Lima. O protagonismo das torcidas organizadas na promoção da paz. Amparo: Ed. do Autor, 2012).

sábado, 11 de maio de 2013

Líder de T.O. evita violência em Joinville-SC


Família santista entra na torcida do Joinville e é ‘salva’ por organizada
por Bruno Cassucci em 08.mai.2013 às 20:36h


Um casal de torcedores do Santos, com três crianças, passou por momentos de tensão do lado de fora da Arena. Eles passaram na rua onde estava concentrada a torcida do Joinville e foram muito hostilizados.

Ao notarem o quinteto, alguns torcedores do JEC começaram a xingar e até atirar alguns objetos. Porém, o princípio de confusão foi logo apartado por líderes da organizada União, do time da casa.

- É família, vocês não estão vendo? Para, para! – gritou.

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A notícia acima disponibilizada, de autoria do jornalista, Bruno Casucci, momentos antes do início da partida de ida da 2ª rodada da Copa do Brasil 2013, vencida pelo Santos Futebol Clube por um tento a zero diante do Joinville Esporte Clube, felizmente reflete o pensamento que deveria reinar em todos os líderes de organizadas.

Quem conhece o estádio Arena Joinville, sabe que um erro de projeto na etapa de sua construção, obriga os torcedores visitantes a passarem em frente ao local de maior concentração da torcida joinvilense, especificamente diante dos membros da Torcida Organizada União Tricolor.



Em princípio, certamente a maioria dos leitores imaginariam que os líderes das organizadas incentivariam agressões e violência, haja vista o complexo de marginalização instalado e espraiado pela mídia ‘criminal-esportiva’ face a determinadas atitudes de grande parte das  torcidas organizadas brasileiras.

Entretanto, com essa louvável atitude, a qual, desde já, é efusivamente aplaudida por estes que assinam o presente texto, a torcida organizada União Tricolor, através de seu líder, quebra o paradigma segundo o qual nesses grupos de torcedores só existem vândalos. Melhor ainda, a notícia deixa claro que, na União Tricolor, há uma liderança responsável e comprometida com a paz e o bom convívio entre torcedores, sejam eles de quais times forem, nos arredores e nas adjacências da Arena Joinville.

Que gestos como este possam se repetir cada vez mais ao longo do Campeonato Brasileiro 2013, afinal, o simples fato de torcedores vestirem camisas de outras equipes, indubitavelmente, não os fazem merecedores de sofrer injustas agressões. Cada um tem o direito de torcer para o time que deseja.

Assinam em nome do Projeto TOPPAZ (Torcida Organizada Pela Paz): Felipe Bertasso Tobar e Vanderlei de Lima.
                

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Toppaz elogia a Fiel Força Tricolor (FFT)



                                            Toppaz elogia a Fiel Força Tricolor (FFT)

            Depois de ter recebido de um membro da Torcida Fiel Força Tricolor (FFT), do Botafogo de Ribeirão Preto (SP), a notícia de que as letras entoadas nos estádios pela maior organizada do time foram reformuladas para apenas exaltarem o clube e não mais estimularem a violência ofendendo os rivais, o Projeto Toppaz (Torcida Organizada Pela Paz), publicou o seguinte comunicado:

                                            Comunicado elogioso à Fiel Força Tricolor (FFT)

            Tendo recebido de um membro da Torcida Fiel Força Tricolor, FFT, a notícia de que essa torcida de Ribeirão Preto, no interior paulista, reformulou suas letras de modo a tão somente promover e incentivar o time dentro das quatro linhas, e não mais para servirem de estímulo à violência por meio de ofensas aos rivais, a Toppaz (Torcida Organizada pela Paz) deseja parabenizar esse grupo de tricolores ribeirão-pretanos pela feliz e extremamente louvável atitude em favor da PAZ.

            Segundo o integrante da FFT, a mudança foi tão séria que a própria Polícia Militar teceu elogios à Torcida devido às letras cantadas no jogo contra o São Paulo, válido pela primeira fase do Campeonato Paulista Chevrolet 2013. Embora este não seja um time arquirrival como é o Comercial, de Ribeirão, e a PM não seja o melhor parâmetro para avaliação das letras, acreditamos ser um grandíssimo passo, pelo que esperamos que isso se mantenha e seja visto especialmente nos próximos Comefogos.         A Toppaz nunca deixou de analisar de forma crítica a FFT, porém, pública ou privadamente, sempre afirmou, de modo explícito ou implícito, que fora as letras agressivas contra os rivais (o maior ponto nevrálgico), a FFT poderia ser um modelo de TO no interior paulista.

           Queremos, portanto, publicamente, deixar os nossos sinceros PARABÉNS e profundos ELOGIOS à Presidência, à Diretoria e aos Associados em Geral, pois, certamente, com essa atitude muito digna, a FFT está dando um grande passo para a PAZ e para a reta formação dos seus torcedores, em nível pessoal e social, não só nos estádios, mas também no dia a dia (família, trabalho, estudos etc.).

 Isso é ser Torcida Organizada de verdade que pensa em seus membros e faz por eles o melhor a fim de que o respeito ao próximo impere de uma vez por todas, não apenas nas arquibancadas, mas em todos os demais meios de nossa infeliz e conflituosa sociedade.

                                     Assinam: Vanderlei de Lima e Felipe Bertasso Tobar
       

sábado, 27 de abril de 2013

A Fifa e o direito de mídia: será que dá conta?



Prezados leitores,
É com alegria que informo a mais nova parceria deste blog. A partir de hoje, as postagens jus-desportivas publicadas pelo amigo Dr. Gustavo Delbin, em seu site www.gustavodelbin.com, serão também disponibilizadas nesse espaço. 
A primeira publicação refere-se ao árduo trabalho que a FIFA promete realizar para garantir o direito de propriedade intelectual de seus patrocinadores. Abaixo, vocês poderão conferir uma análise apurada dessa (im)possível tarefa, especialmente, em razão da dinamicidade e cada vez maior velocidade de difusão de informações que a internet atualmente é capaz de proporcionar.
Boa leitura! 
Abraços e fiquem com Deus! 
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A Fifa e o direito de mídia: será que dá conta?  

Por: Gustavo Delbin e Tomás Rebucci

A FIFA noticiou recentemente, mais uma vez, que ficará atenta às transmissões via internet das imagens referentes à Copa das Confederações e Copa do Mundo de Futebol no Brasil.

Esta notícia não é nova, porém, a entidade terá cada vez mais trabalho para fiscalizar e, pensando mais à frente, defender seus direitos de transmissão e licença de uso destas imagens.

Ela se vale, acertadamente diga-se, do Direito de Mídia que possui sobre as imagens e sons dos eventos que realiza. Tal direito engloba os institutos básicos que envolvem a Propriedade Intelectual, o direito autoral, as marcas e patentes, e, ainda, engloba a mídia impressa (jornais, revistas, periódicos e publicações diversas), telecomunicações (televisão e rádio) e, também, a comunicação digital, via internet.



Vale dizer que, em copas anteriores, toda preocupação se restringia basicamente à televisão, rádio e mídia impressa, o que, diga-se, são meios de veiculação, até certo ponto, muito fáceis de fiscalizar e, principalmente, de identificar o autor de possíveis violações, caso estas viessem ocorrer.

Com o advento e ampliação do uso da rede mundial de computadores, sendo considerado hoje o principal meio de acesso à informação utilizado na maioria dos países do mundo, esta fiscalização se tornou muito mais difícil. Além disso e para dificultar ainda mais a evolução das tecnologias mobile é gigantesca. Smartphones,androides e tablets de todos os tipos e tamanhos, com cada vez mais funções, qualidade e definições, são lançados semanalmente.

Percebemos aqui o primeiro problema: a dificuldade de fiscalização.

Passemos para o próximo que, em nossa opinião, pode também dificultar em muito a atenção que se pretende dar aos casos: a identificação dos autores das violações.

Neste aspecto, cabe destacar que já muitas dúvidas surgiram sobre quais regras se deve adotar dentro da rede e do mundo virtual. Uma conclusão que nosso judiciário chegou é que a internet, como lugar, é identificável, nela valendo as mesmas regras civis, penais, consumeristas, ou seja, deve ser regulada pelas diversas leis e matérias de defesa usadas no direito.

Entretanto, apesar disso, a nosso ver, o grande impasse nos casos de violação de direitos de mídia, quando ocorridos na internet, será a identificação do autor, justamente pela enorme evolução da tecnologia mobile.

Enquanto se tratava de PCs esta identificação havia alcançado um procedimento padrão, qual seja a identificação do IP; de onde se retirava os dados da máquina e do proprietário ou responsável pelo computador; a expedição de mandado de busca e apreensão e, por fim, a apreensão do computador do violador para apuração e instauração de inquérito policial, ação judicial e demais providencias decorrentes.

Não cremos que atualmente, mesmo com o avanço das “tecnologias que vigiam a tecnologia”,exista possibilidade de se acompanhar e fiscalizar todas as imagens e sons publicados na internet.

A FIFA alertou que estará de olho!

Resta saber se está preparada para as investidas que sofrerá da própria tecnologia.

A ver.



quinta-feira, 25 de abril de 2013

O DRAFT DA NFL





Prezados leitores!
Hoje é dia de tratarmos de um assunto que jamais foi tema de abordagem nesse espaço jus-desportivo. Trata-se do Futebol Americano (FA), cujo esporte vem ganhando cada vez mais adeptos em nosso país, especialmente a partir da massiva e crescente veiculação das partidas da NFL (National Football League), disputadas todos os anos entre os meses de setembro à fevereiro.
Como nessa noite de quinta-feira, no Radio City Music Hall, na cidade de Nova York, acontecerá a 1ª rodada do DRAFT 2013 da NFL, iniciaremos uma série de artigos sobre esse apaixonante esporte, cabendo para esse primeiro post, as regras básicas do recrutamento, quem está apto a participar dessa seleção, bem como as possíveis implicações jurídicas e desportivas (atinentes à esfera técnica da competição) geradas pelo draft.
Pois bem, meus caros. A National Football League, é a maior liga de futebol americano do mundo, com trinta e dois times participando ativamente todos os anos, na forma de franquias, fator esse que necessariamente promove um incessante anseio em se atingir o pleno sucesso com os mais altos lucros possíveis.
Somente a título de curiosidade, em recente pesquisa da revista ‘Forbes’, datada de julho de 2012, todos as 32 franquias da NFL, figuram na lista dos 50 clubes mais ricos do mundo. Destaques para a franquia texana do Dallas Cowboys avaliado em 1,85 bilhão de dólares e para o Pittsburgh Steelers, maior campeão de SuperBowl´s da história, avaliado em 1,02 bilhão de dólares.
Outrossim, tamanho é o êxito comercial e de excelência no trato direcionado aos fãs dessa liga americana, que segundo Brad. R. Humphreys e June E. Ruseski, no artigo denominado “The Scope of the Sports Industry in the United States”, publicado no livro “The Business of Sports – Volume 1 – Perspectives on the Sports Industyr” estima-se que um em cada três americanos assistem aos jogos da modalidade pela televisão. Mais do que isso, a segunda maior média de público registrada nos eventos esportivos americanos, disputados no ano de 2005, é atribuída a NCAA Football (Futebol Americano Universitário) com 43.486,574 espectadores por partida.
Logo, como veremos a seguir, o processo denominado ‘draft’ é resumidamente uma convocação anual de atletas, na maioria universitários, e estrangeiros que, declaram-se elegíveis para o recrutamento da NFL, de modo a estarem à disposição das 32 franquias, durante três noites de rodadas extremamente intensas, tanto para os clubes, como para os atletas, agentes/empresários e familiares.
Conta a história que o ‘draft’ foi inventado por Bert Bell, comissionário da NFL em 1935, como medida para forçar a permanência dos times na liga, já que alguns se mostravam insatisfeitos pela dominação de poucos (desequílibrio competitivo).
Ainda em plena vigência, o draft que todos os anos é realizado no mês de abril, em Nova York, com transmissão ao vivo para todo os Estados Unidos (No Brasil a ESPN transmitirá), se extenderá até o próximo sábado (27/04), renovando as esperanças dos fãs do futebol americano para a temporada 2013/2014, especialmente daqueles que viram seus times fracassarem na temporada anterior, vencida pelos Ravens após emocionante final contra os 49ers.
O processo do draft, pode se iniciar, conforme Kevin Bonsor, jornalista pela Georgia Southern University, às vezes até anos ou meses antes do anúncio oficial pelo comissário da Liga após o fim do SuperBowl de cada ano. É costumeiro que muitas franquias direcionem seus olheiros e técnicos específicos para acompanharem a evolução de determinados atletas universitários durante os anos de preparação para o recrutamento, formulando ao longo das temporadas, um scouting completo das habilidades e deficiências apuradas,  que certamente os auxiliam nas escolhas do recrutamento.
Em que pese possam ser draftados atletas de outros esportes (vide Carl Lewis, em 1984 e Bob Hayes, em 1964, ambos pelo Dallas Cowboys), a imensa maioria (99%) advém do futebol americano universitário. Bonsor novamente explica que “uma das poucas regras do recrutamento é que jogadores não podem entrar no recrutamento até terem se passado três temporadas do futebol universitário desde que se formaram no colegial (High School). Isso significa que quase todos os alunos de primeiro ano e alguns do segundo não podem ser recrutados. Ato contínuo o “limite para os estudantes dos anos iniciais da faculdade, o segundo e o terceiro, se declararem elegíveis para o recrutamento da NFL se dá sempre no mês de janeiro”.
Uma vez declarado como elegível, o atleta automaticamente abre mão de jogar futebol americano universitário, ademais de consentir na proibição de não mais poder atuar por sua universidade.
Desde o fim do Super Bowl, oficialmente as franquias buscam saber mais dos atletas declarados disponíveis. Nesse sentido, a NFL realiza durante o mês de fevereiro, o “NFL Scouting Combine”. Tal evento, como seu próprio nome demonstra, proporciona às equipes que analisem com maior proximidade as qualidades dos atletas.  Realizado nesse ano no Estádio do Indianapolis Colts (salvo melhor juízo, é tradição que por lá sempre ocorra), constituiu o primeiro passo de familiarização da mídia e dos milhões de fãs para com os futuros atletas de suas equipes.
A partir daí as especulações sobre quais jogadores serão draftados na primeira rodada só aumentam. Geralmente, as equipes fazem listas alternativas, pois caso não sejam as primeiras a ‘captarem’ os atletas no processo de recrutamento, não existem garantias de que aquele tão sonhado jogador estará disponível quando a oportunidade chegar para escolher. Oportunidade esta que obedece a critérios acordados entre as equipes e a própria NFL, conforme disposto nos Convênios Coletivos da Liga.
Inobstante o fato de que algumas franquias, sobretudo, as que possuem as primeiras seleções no draft, possam determinar suas escolhas antes mesmo do evento realizado em Nova York, o que  então passaria a constituir a apresentação/eleição do atleta, uma mera formalidade para oficializar o negócio, o mesmo certamente não acontece com as demais equipes.
Nos explica Bordon que “embora a equipe que tem o direito a fazer a primeira escolha esteja "sendo cronometrada" desde o final de janeiro, que é quando o Super Bowl acontece, o relógio começa a contar de verdade no dia do recrutamento. Nesse primeiro dia, o representante (comissário) da NFL (atualmente Roger Goodell) sobe no pódio do palco, na teatro do Madison Square Garden, e anuncia que a primeira equipe na seqüência do recrutamento está sendo cronometrada”.
Destarte, “na primeira rodada, as equipes têm 15 minutos para decidir. O tempo de decisão cai para 10 minutos na segunda rodada e para cinco minutos das rodadas três até a sete. Caso uma equipe não tome uma decisão dentro do tempo que lhe é dado, a próxima equipe pode escolher antes dela, e a equipe que perdeu sua vez pode apresentar sua escolha a qualquer momento após seu tempo ter acabado. A posição de uma equipe no recrutamento tem relação inversamente proporcional ao sucesso que atingiu nos campos durante a temporada anterior, o que explica o motivo de uma equipe com o pior índice de vitórias poder fazer a primeira escolha em cada rodada, enquanto o campeão do Super Bowl tem o direito de escolher por último.
No Draft de hoje a primeira equipe a escolher é o Kansas City Chiefs e a última o atual campeão, Baltimore Ravens.
Esta é a posição padrão do recrutamento, a menos que decidam trocar suas escolhas. As outras 30 equipes se encaixam em alguma posição do meio, dependendo dos seguintes fatores: i) as equipes que não chegaram à fase eliminatória (playoffs) podem escolher antes das equipes que chegaram; ii) as equipes que chegaram à fase eliminatória escolhem na ordem inversamente proporcional ao seu sucesso.
Caso duas ou mais equipes tenham o mesmo índice de vitórias, estes são os critérios de desempate na respectiva ordem: i) disputas na última temporada: refere-se ao registro de vitórias-derrotas das equipes contra quem jogaram na última temporada; ii) índices da equipe na sua divisão e torneio regional; e por fim, iii) cara ou coroa.

Recorda-se ainda que algumas equipes têm mais do que uma escolha por rodada no draft, e outras equipes podem não ter nenhuma escolha em uma rodada. O número de seleções por equipe varia porque as chances de escolha no recrutamento podem ser trocadas com outras equipes, e a NFL pode dar opções adicionais a uma equipe se ela perder jogadores de passe livre restrito.
Segundo o jornalista citado, especialista em esportes americanos, um jogador com passe livre restrito é um jogador para quem outra equipe pode fazer uma oferta, mas sua equipe atual pode igualar essa mesma oferta. Se a equipe atual decidir não igualar a oferta, ela pode receber uma compensação na forma de uma escolha no recrutamento.
À título de exemplificação, nesta semana, o Tampa Bay Buccaneers trocou sua primeira escolha no Draft dessa quinta-feira feira pelo cornerback do New York Jets, Darrelle Revis. O Jets ainda receberá uma escolha condicional do Draft do ano que vem  dependendo se o jogador estiver no elenco do time em 2014 ou não.
 A NFL ainda dá escolhas compensatórias baseando-se na perda líquida de jogadores com passe livre restrito. O limite de seleções compensatórias é de quatro por equipe.
Logo, para quem ficou curioso e deseja saber a ordem do DRAFT NFL 2013, clique aqui.
Assim, nesta noite, os jogadores com maior probabilidade de serem draftados na primeira rodada serão convidados para comparecerem ao Radio City Music Hall, e muitos permanecerão em suas casas junto de seus familiares e agentes (comoocorreu com o quarterback Tim Tebow em 2010) no aguardo do anúncio dos nomes. Os que estiverem no evento aguardarão na ‘green room’, geralmente junto dos pais e empresários e, uma vez escolhidos, são “convidados” a subir no palco principal para receberem o boné e a camisa da franquia que passará a defender.
Indispensável destacar que, consoante a sábia lembrança de Kevin Bonsor, “a posição no recrutamento é importante para os jogadores e seus agentes porque as primeiras escolhas recebem salários maiores do que os jogadores selecionados depois”. De modo a justificar esse posicionamento cita o episódio em que o "quarterback David Carr foi recrutado pelo Houston Texans, em 2002, onde recebeu um bônus de assinatura de contrato de U$10.920.000 e um contrato de seis anos no valor de U$47.250.000. Já o segundo jogador escolhido, o "defensive end" Julius Peppers, recebeu um bônus de assinatura de U$9.100.000 e um contrato de sete anos no valor de U$20.985.300. Enquanto isso, o "defensive tackle" Ahmad Miller, que foi o último jogador selecionado no recrutamento de 2002, só  recebeu um bônus de U$21 mil e um contrato de três anos no valor de U$926 mil”.
Nesse cenário, ao menos o último jogador eleito no draft ganha o troféu Lowsman Trophy (Troféu do desconhecido), e será agraciado com festas em sua homenagem, bem como uma viagem à Disneylandia.
Por fim, necessário dizer que sob o aspecto jurídico uma dúvida poderia ressaltar aos leitores brasileiros familiarizados ao fim do regime do passe.
Seria o Draft, uma espécie de varejo de atletas, que impede o direito de livre contratação?
Penso que não. Valho-me, para tanto, dos ensinamentos do Mestre em Direito Desportivo, Luiz Roberto Martins Castro, que no artigo “Aspectos Jurídicos e Econômicos das Ligas Profissionais Norte Americanas”, publicado na RBDD edição n. 4, consignou:
“A principal consequencia do draft é que a equipe que selecionou um determinado atleta tem o direito exclusivo de negociar com ele, direito que deve ser fielmente respeitado pelas demais equipes da liga e pelo próprio atleta, sob pena de severas sanções. Ou seja, caso queira o atleta selecionado no draft, competir imediatamente, haverá obrigatoriamente de aceitar o salário oferecido, sob pena de aguardar mais uma temporada. Com isso, verificamos que o novo atleta vê constrangido, de início, o seu direito de contratação. Por esse motivo, a fim de se evitar problemas jurídicos que impeçam a sua realização, o draft está previsto nos convênios coletivos realizados pelos atletas de cada modalidade esportiva e pelas respectivas ligas”.
Se assim não fosse, nobres leitores, certamente a NFL seria mais um retrato do que atualmente é hoje o Campeonato Espanhol de Futebol, com Barcelona e Real Madrid disparados nas primeiras posições, sem qualquer ameaça concreta.
A vantagem do draft como processo de admissão de novos atletas é justamente a garantia do fator ‘equilíbrio’ (leia-se nível técnico) entre as equipes, impedindo que os melhores continuem por muito tempo nessa condição. Consequentemente, com o auxílio dos tetos-financeiros, também expressos nos acordos coletivos, assistimos literalmente esse equilibrio ganhar força, sobretudo, quando se afigura como raridade que vários times entrem em guerra por um único jogador através de propostas salariais altíssimas, o que inflacionaria o mercado, fator esse nada anormal no cenário do futebol brasileiro (obviamente que não o americano!)
Abraços e fiquem com Deus!!
**Você sabia que quase todo atleta que joga futebol no colegial sonha em jogar na NFL, mas a maioria nunca realiza esse sonho. A verdade é que a NFL tem um número restrito de oportunidades, sendo que apenas os jogadores mais talentosos têm a chance de preencher essas posições.Um milhão de alunos do colegial participam de competições de futebol a cada ano, de acordo com a National Federation of State High School Associations (em inglês) - Federação Nacional de Associações Estaduais de Colegiais. Pouquíssimos desses jogadores, um em cada 17, irão chegar ao futebol universitário.E as probabilidades são ainda menores de que um jogador de colegial chegue a ser um jogador da NFL. Apenas um em cada 50 veteranos do futebol universitário é recrutado por uma equipe da NFL, de acordo com a National Collegiate Athletic Association (em inglês), NCAA, (Associação Atlética Nacional de Universidades). Isso significa que somente nove entre 10 mil, ou 0,09%, dos jogadores veteranos do futebol de colegial serão recrutados por um time da NFL.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Brad. R. Humphreys e June E. Ruseski (2008). “The Scope of the Sports Industry in the United States”, publicado no livro “The Business of Sports – Volume 1 – Perspectives on the Sports Industyr” 

Luiz Roberto Martins Castro (2003). “Aspectos Jurídicos e Econômicos das Ligas Profissionais Norte Americanas”, publicado na RBDD edição n. 4

http://diarionfl.com/draft2013/ .  Acessado em 25 de abril de 2013.
http://pt.wikipedia.org/wiki/NFL .  Acessado em 25 de abril de 2013.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Draft .  Acessado em 25 de abril de 2013.

Fotografias retiradas do googleimages em 25 de abril de 2013. 
sites: sbnation.com / quintevents.com / espngo.com